Diálogos

Posted by: Luziel / Category:

Eu reli muitas vezes a história de nossas vidas em meus pensamentos, e o quão bela ela foi e o poderá ser. Foram várias vidas que se confluíram em uma só existência, em um momento divino, em que as almas necessitavam obrigatoriamente se encontrar. Iniciarem-se, surgir entre a lama do mundo, plantar e cultivar toda flor que nascer no meio do lixo, como o fomos.

A confiança nunca é quebrada, são as atitudes que sufocam a confiança, que impedem ela de nascer. Talvez, por esse tempo de conflitos, de alguma forma, nem mesmo as flores, por nós cultivadas, puderam nascer no lixo. Nem eu pude protegê-las sozinho, nem mesmo quando o meu regador viu-se seco e eu tive que derramar lágrimas.

Depois, eu descobri que as pessoas arrancam seu próprio coração e colocam no peito qualquer outra coisa, que lhes sirva de alimento ou de pretexto para não sentir dor. E as flores que plantamos juntos, deixam de ser do cuidado de todos e tanto mais nos afastamos, mais lixo guardamos para jogarmos uns nos outros. E assim, transformar a vida num campo de concentração, em que na medida em que alguns se tornam fortes ou vêem-se assim, mesmo estando em mesma condição, oprimem-se.

E se agora me perguntar, se uma história terminou e por que um período de conflitos não devesse ser lembrado. Primeiro diria, que nada terminou, seguidamente diria que devemos lembrar os conflitos. Mas você deveria mostrar-me, imediatamente, que sempre guardou as sementes, para quando se visse afogada em lixo, pudéssemos revirá-lo procurando aquilo que nos servisse para um vaso. Para que juntos pudéssemos plantar a flor que um dia nasceu, viveu e morreu.

Não trate algo que ainda existe, como algo morto. Como se a fonte de todas as culpas nos sufocasse a atitude, e de repente, fraudássemos a vida com comodismo. Longe ou perto, a mesma canção toca duas vidas. Ainda que sem talento e sem rítimo, nós vamos dançar. E mais uma vez vamos desejar sermos capazes de cultivarmos as flores no meio do lixo. E se entenderes isso, saberá o que existe dentro de mim e o que te dei no meu último abraço.

(Autor: Luziel Costa Carvalho)


3 comentários:

  1. José María Souza Costa Says:

    CONVITE

    Primeiro, eu vim ler o seu blogue.
    Agora, estou lhe convidando a visitar o meu, e se possivel seguirmos juntos por eles. O meu blogue, é muito simples. Mas, leve e dinamico. Palpitamos sobre quase tudo, diversificamos as idéias. Mas, o que vale mesmo, é a amizade que fizermos.
    Estarei grato, esperando VOCÊ, lá.
    Abraços do
    http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

  1. José María Souza Costa Says:

    Estou seguindo o seu blogue - retribuindo.
    Felicidades, sempre

  1. vendedor de ilusão Says:

    Olá, sou um autor; estive visitando o blog do José Maria onde conheci o teu e, digo-lhe de passagem, gostei muito do blog, tanto que já sou seu seguidor. Dê-me a honra e visitei o meu! Quem sabe, minhas obras lhe agradem!
    Um abraço,
    J.R.Viviani
    http://vendedordeilusao.blogspot.com

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